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A Desigualdade de Gênero


Século XXI, ano de 2017. Estamos em uma época em que o mundo anda bem preconceituoso, desrespeitoso e corrupto. E isso faz com que cada vez mais grupos venham surgindo em defesa disso.

A desigualdade de gênero ainda é algo comum e que está a amostra, mas parece que poucos realmente conseguem enxergar (ou fingem que não vêem).

Recentemente estive em um dilema, um evento cujo fui ano passado divulgou os valores deste ano e me veio uma surpresa. Fora os valores bem mais altos do que o normal, esse ano decidiram colocar dois valores distintos um para homens e outro para mulheres. Isso é uma coisa que costuma ocorrer e muito tanto em eventos como em casa de shows, mas me veio a cabeça o porquê disso ocorrer! O porquê que homens sempre pagam mais caro que as mulheres?

Entrei em contato com o PROCON-AL para informações e esclarecimento sobre disto ocorrer, já que em cada estado o PROCON tem uma visão diferente e bem, o resultado não foi como eu esperava. Na visão deles: “É uma liberalidade do evento, pois mulheres costumam consumir menos que o homem.”. Sendo assim, por consumirem menos (não dando muito lucro para o evento) elas não teriam que pagar um valor maior? Até porque não podemos decidir quem consome menos apenas pelo seu gênero.

“Gostaríamos de esclarecer que o estabelecimento que dispõe de show artístico tem o direito a livre escolha de cobrar por tal serviço ou não. Como também, se o mesmo desejar que somente um sexo pague, ou que os valores sejam diferentes entre os sexos, ele é quem decidirá. Portanto, não foi constatado abusividade.”

Essas foram as respostas que o PROCON do estado onde resíduo respondeu. De certa forma entendo sim esse ponto de vista, mas ainda sim não deixa de ser uma resposta vazia. Bem que poderia ter uma opinião melhor como o PROCON-PE: “Não há fundamentos legais para cobrar preços diferentes para homens e mulheres. Vamos aceitar as denúncias e fiscalizar as casas noturnas”



Para esclarecer ainda mais as minhas dúvidas conversei com minha amiga estudante de direito, para tentar me convencer ainda mais de que isso pode ser algo normal. Então, assim ela disse:

“Se tratando de uma empresa privada não se tem o que discutir ela que determina o valor, eles tem total liberdade de vender mais barato pra o público feminino ou vise-versa! Você como consumidor compra se quiser entendeu? Como ele falou é uma liberabilidade, é algo liberal que não é proibido não existe nenhuma norma ou lei juridicamente falando que impeça a empresa a fazer isso! É a mesma coisa de um casal comprar a ‘casadinha’ e a pessoa solteira pagar mais caro!” — Complementou

Ou seja, não temos nenhuma lei, norma ou legislação decretando que isso se torna um ato legal ou ilegal. A única legislação que ainda podemos usar como defesa cita que “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.


Eu sempre vejo várias feministas em protestos, redes sociais pedindo e exigindo direitos iguais para elas. Então cadê elas quando o assunto é pagar mais baratos em festas? Se quiserem direitos iguais tem que ser pra tudo, e não com exceções.

No meu ponto de vista só existem duas opções para poder se cobrar esse valor diferenciado:

  1. Os homens têm condições financeiras melhores do que as mulheres para poder arcar com custos maiores e isso é um fato, sabe por quê? Uma pesquisa divulgada esse ano pela Catho avaliou 8 funções, de estagiários até gerentes e os homens chegam a ganhar até 62,5% a mais que as mulheres.
  2. Eles vêem as mulheres como um produto! Deixam o valor da entrada mais barato ou até mesmo de graça, para chamar a atenção dos homens heterossexuais. Quanto mais mulheres, mais homens e sendo assim, mais lucro para o estabelecimento.


Sendo assim, vemos que esse preconceito começa pela desigualdade de gênero até chegar ao puro e arrogante machismo. É necessário que tomemos uma atitude ou um ato urgente a respeito disso, vocês não acham?

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